domingo, 15 de maio de 2011

AME-O

Eu fui procurar mesmo jurando não querer, precisava fazer alguma coisa.Tinha um medo enrolado num lençol de indecisão e timidez. Falei espontâneamente tentando esconder meu desconserto, era tudo pra você, que levantou e me deixou conversando com o tempo, é com o tempo que eu perdi tentando encontrar o passado que você me roubou. Mas eu não quero mais saber qual a sua decisão, eu não quero esperar, você não tem nada pra mim. Não, eu resolvi gritar algumas verdades a esse órgão que não bate sincronizado. Peso seria seu estivesse vivendo uma mentira, peso seria se esse sonho virasse ira. Eu não suporto carregar isso comigo. Ame-o aquele que é a maquina dos seus sonhos, e não o alimento transgênico da ilusão. Você me procurou, mas não verá próxima vez. Não a ninguém aqui.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

um e meia palavra

Queria saber, o que é a falta que eu sinto? O amor foge constantemente de mim, mente e se esconde e quer que eu procure mais e mais. Quando penso que tenho em meus dedos, a vida me dá sinais de uma utopia desmascarada , enquanto viajo no que poderia ser ele me espaca. O que é essa necessidade? não é nada fisico, não é fome do carnal. Eu sei o que é importante pra mim, mas nem assim sei trazer o que me falta, Não sei se existe e por um bom tempo tentei caminhar tirando essa palavra e seus sentidos da minha realidade. Criei uma realidade pra mim, só pra não pensar que um dia eu vi ou não o amor. Talvez a sombra dele. Pouco, a pouco minha realidade se desmorona. A estilhaços de tudo quanto é sentimento caindo e eu não sinto mais nada, de tão forte e intenso que é tentar não sentir. Uma parte de mim quer estar errado, cansado de jogar, cansado de perder, de adivinhar, não tenho mais a respiração tranquila falta-me algo que não deve existir. Me roubaram a sombra. Embora meu sentido mente desse equivoco fatigado dor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fui o vilão de dois mundos.

Essa foi uma das piores noites que já tive. Depois que agente conversou, eu pensei insistentemente no futuro, se era mesmo o que eu queria, falei demais, vivi pouco, pensei demais e senti pouco, não acho que foi rápido, acho que não foi intenso. Confessei tudo que eu sentia, escrevi palavras que eu não escolhi, rabiscadas em papeis, logo proferi e você ouviu minha voz dizendo tudo, menos o que eu não sabia naquele momento.O Amor vai embora? será que tem amor de amigo? me sinto arrependido. Observei os avisos, mas preferi arriscar, fechando os olhos da alma e idealizando sentimentos inexistentes, fui vendo lentamente o meu erro. Eu pedi tanto um peito aberto, um sentimento sincero, mas os meus valores diziam que nada dá certo forçado. Bom comecei a ver que fiz tudo errado, mas fiz como tem que ser, cheguei em casa no meu quarto escuro, no meu recinto. Não consegui dormi, sentia uma grande necessidade de ligar e falar pra não esperar o que eu não posso dar, que a reciprocidade que eu esperava não ouve, que a amizade poderia ficar [só tempo dirá]. É mais fácil colocar a culpa em alguém, eu coloco no tempo, em mim, no mundo. Eu procuro uma lua, só tem ela e eu não vejo mais nada, certo tem muitas estrelas... mas eu quero a lua.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

De trás, pra frente.

Talvez não seja reciproco, mas eu não dormi com a incerteza que o silêncio traz. O sorriso do oposto que refletia em meus olhos, não é mais uma refracção, que rasgava o meu coração, cortando e acelerando tudo. Agora é só lembranças do que não aconteceu de noites verdadeiras e de sonhos falsos. O momento passou, deixou subtendido que não vai se repetir, deixei claro pra não insistir. Os dois esperavam muito e pra variar, um resolveu num surto psicótico abrir um fenda nesse coração, nessa pequena abertura ela olhou, olhou... e não sabia o que fazer. Eu disse tudo, abri o jogo, não deixei dúvidas de que no amor não tem regras. Ela pensou, e pensou... mas eu não soube decifrar, ela não ligou, marcamos um lugar, ela não foi. Deduzi que ela não leu as regras e apertou no botão desligar antes mesmo do jogo começar. Peguei madeira e pregos, fechei-me novamente por dentro, mas já calejado não me abalei, porque sempre que algo não deu certo em minha vida, descobria num momento mais distante que foi para o meu bem. Somos movidos as vezes irracionalmente por motivos, eu tinha um motivo e ele se perdeu no caminho. Pegou um atalho, tentando evitar desafios. Cabe a ele encontrar o caminho de casa e descobrir um jeito de entrar, uma palavra, um olhar, um jeito novo de balançar o mundo sobre meus ombros... parte 1

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dando Voltas

Quem se vê com as rédias na mão pensa saber de tudo e até prevê o fato antes de acontecer. Pobre realejo pensar que sabe, pois nada sabe, sentimento não tem definição, um hora estamos bem outras nem tanto. Alguns pensam estar tão no controle que se perdem no próprio jogo, perdem não só o jogo em si, mas todas ás apostas. Usam de táticas absurdas, planejam cada palavra verde que vem a mente, usam, finge, troca e depois querem voltar, no entanto estão andando, perdida em círculos. Perdendo tempo e achando que nada vai abalar. Que a jogos de azar todos nós sabemos, mas jogar no amor tem consequencias muitas vezes graves pra ambas as partes. O frio sempre acaba isolado. Venho aqui enfatizar que pior do que perder é ir atrás de alguém mais perdido do que você. Lapidar cristais é complicado, aprendo muito com meu trabalho involuntário. O mistério é confidente fiel das entrelinhas.